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segunda-feira, 21 de maio de 2007

CASO MADDIE NOS MEDIA

Maddie: Peritos acham que media têm exagerado na cobertura

Os media têm exagerado na cobertura jornalística do caso da menina inglesa que desapareceu no Algarve, ocupando demasiado tempo e espaço e transformando o tema numa espécie de reality show, consideraram especialistas em comunicação.

A cobertura do caso, que começou há mais de duas semanas, «tem decorrido com excessiva paixão, excessiva emoção e com menor rigor», afirmou o professor de ciências da comunicação da Universidade Nova de Lisboa, Francisco Rui Cádima, adiantando que os media têm tentado contornar a «falta de informações objectivas e de briefings regulares feitos por responsáveis e investigadores policiais» com uma «tendência para romancear», como forma de «manter a audiência fidelizada e expectante ou encher a qualquer custo as primeiras páginas dos jornais do dia seguinte».

Considerando que a informação tem evoluído para a «espectacularização do real», dando «prioridade à actualidade trágica, à catástrofe e ao fait-divers», o docente julga que deveria ser feito «mais jornalismo e menos novelização», com «mais objectividade e menos suposições» e «menos emoção e mais razão».

«Este deveria ser, inclusivamente, um tempo e um tema absolutamente oportuno para os media se verem ao espelho e se pensarem a si próprios», defendeu Cádima, embora admita existir «uma hipersensibilidade, entretanto adquirida pelas audiências», considerando necessário, se bem que «pouco provável», que seja «emendada a mão.

Também o presidente da Associação de Telespectadores (ATV), Rui Teixeira Mota, classificou a cobertura que os media têm feito do caso Madeleine como um «um excesso e uma overdose de informação», acrescentando que, «se cada vez que ocorresse um caso destes, fosse tratado desta maneira, a informação era só sobre estes casos».

Teixeira Mota admitiu que o desaparecimento da menina inglesa e todos os pormenores que se seguiram formam uma espécie de «CSI da informação» que aumenta «o interesse no caso», mas lembrou que «a informação não se esgota neste tema».

Apesar de apontar exageros a todas as televisões, o presidente da ATV considera que a RTP, «porque tem outras responsabilidades como serviço público», não devia «abrir todos os telejornais com o caso Madeleine e estar no ar mais de 10 ou 15 minutos» seguidos com o mesmo assunto. «Há uma concorrência desenfreada» entre meios e até «uma certa competição entre os media portugueses e os ingleses» que parece levar a «um campeonato de nacionalismos», que resulta numa cobertura «profundamente discriminatória» para com outros casos de crianças desaparecidas, defendeu.

Num caso como este, é indispensável «utilizar sensibilidade e bom senso, mantendo um perfil de rigor e de serenidade», avançou, por seu turno, o presidente da associação de consumidores de media (AC Media), Nuno Van Amann de Campos, que reforçou a ideia de que o caso tem tido «demasiado tempo de antena», afirmando que tem estado a ser transmitida «informação irrelevante durante um período de tempo excessivo».

Por isso, Nuno Campos defende «serenidade» para que não haja recurso «à espectacularidade e ao choque emocional, com alusões a hipóteses e a especulações que em nada contribuem nem para a formação nem para a informação do público», acrescentando que a cobertura ampla que tem sido feita deveria ser aproveitada para «dar indicações precisas aos pais e outros educadores sobre os procedimentos concretos e práticos que devem ser seguidos em circunstâncias idênticas» e ainda «publicitar modos de actuação seguidos por pedófilos, pela pedo- pornografia e por redes internacionais de tráfico de crianças».

O presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, Manuel Villas-Boas, preferiu não comentar o trabalho desenvolvido pelos media portugueses, mas apelou para que «haja um redobrado cuidado para que não se cometam excessos nem atentados ao Código Deontológico», afirmando que, «numa cobertura desta, de circunstâncias difíceis e onde existe uma informação continuada sobre os mesmos lugares e as mesmas pessoas, é necessário que os jornalistas tenham toda a atenção e que se recordem das orientações e normas éticas».



Um artigo que espero gere debate nos comentários.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

PRESSÕES DO GOVERNO À COMUNICAÇÃO SOCIAL

Governo pressionou mas não condicionou, dizem PÚBLICO, SIC e RR

Os três directores de órgãos de comunicação social ouvidos esta tarde pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) acerca das alegadas pressões do Governo, a propósito das investigações sobre o percurso do primeiro-ministro na Universidade Independente, concordaram num ponto: houve pressões, mas estas não condicionaram o trabalho dos jornalistas. Os responsáveis do PÚBLICO, José Manuel Fernandes, e da Rádio Renascença (RR), Francisco Sarsfield Cabral, foram, porém, mais longe, considerando grave a “alusão”, feita pelo Executivo, de um eventual processo judicial contra o jornalista do PÚBLICO que iniciou a investigação sobre o currículo de José Sócrates e também contra a RR, por dar eco à informação veiculada por aquele diário.
FONTE: PÚBLICO

Serão estas pressões válidas? Que acham de tudo isto? Deste comportamento e da atitude dos jornais?

domingo, 8 de abril de 2007

RTP DEVE OU NÃO SER PRIVATIZADA?

A ideia surgiu da bancada parlamentar do PSD: PSD vai propor privatização da RTP[in: PÚBLICO] e a resposta por parte do PS não demorou muito: PS: proposta para privatizar RTP1 é "absolutamente populista"[in: PÚBLICO].


Tal proposta recordou-me um ponto da Constituição da Republica Portuguesa:

Artigo 38.º
(Liberdade de imprensa e meios de comunicação social)
[...]
5. O Estado assegura a existência e o funcionamento de um serviço público de rádio e de televisão.

6. A estrutura e o funcionamento dos meios de comunicação social do sector público devem salvaguardar a sua independência perante o Governo, a Administração e os demais poderes públicos, bem como assegurar a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião.
[...]


No entanto o mesmo artigo no ponto anterior a este faz referência a:

Artigo 38.º
(Liberdade de imprensa e meios de comunicação social)
[...]
4. O Estado assegura a liberdade e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político e o poder económico, impondo o princípio da especialidade das empresas titulares de órgãos de informação geral, tratando-as e apoiando-as de forma não discriminatória e impedindo a sua concentração, designadamente através de participações múltiplas ou cruzadas.
[...]


Deixo aqui estas indicações para que se possa gerar um debate em torno dos temas aqui lançados. Deve ou não a RTP1 ser privatizada. Estão ou não a ser cumpridos todos os requesitos pressupostos na CRP para liberdade de imprensa...

terça-feira, 3 de abril de 2007

REDES SOCIAIS EM CRESCIMENTO

Popularidade de redes sociais continua em movimento ascendente

Um estudo recente mostra que as redes sociais online continuam a conquistar novos admiradores. O número de visitas a estas comunidades mantém um crescimento sustentado por novos membros e visitas diárias sendo o MySpace o foco das preferências de grande parte dos internautas, já que detém uma quota de mercado de 80 por cento, diz a análise da Hitwise.
FONTE: TEK SAPO


Já que o nosso tema de inquérito são as redes sociais, fica aqui mais uma noticia para aprofundar o tema.

SUPERMERCADO WEB2.0




Um pouco de humor mas que ilustra bem os principais conceitos da WEB 2.0.

Sabem o que é a WEB 2.o?

domingo, 1 de abril de 2007

NOVO INQUÉRITO

Está disponível um novo inquérito para todos os leitores deste blog. E está aberta também nos comentários deste post o mesmo tema.

"REDES SOCIAIS" (social network)

O que são, quais as vantagens e os perigos. Que balanço se pode fazer das funcionalidades e das alterações provocadas pela sua utilização.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

REFERENDO AO ABORTO NOS MEDIA

Atenção à forma como os media nacionais estão a tratar o referendo ao à despenalização do aborto. Os debates, as noticias e todas as outras formas de comunicação. Prestem também atenção ao dia da votação.
Este alerta tem como intenção despertar maior atenção para o tema uma vez que será largamente debatido no inicio do semestre neste mesmo blog, quer na realização dum inquérito quer em posts de debate.